(Da série Dia de Encontros: “os seios de mamãe são meu trono”)
O que vê o Rei que reina, mas não governa?
O Reino?
Os bôbos da corte?
O que o espelho não lhe mostra?
Ou como sempre, apenas o próprio umbigo?
E assim é, como lhe parece.
Até que um dia a ralé invade o palácio,
E como trágico destino cortam-lhe o pescoço na guilhotina e invadem a dispensa real.
E o que vê aquele que governa, mas não reina, apesar de Rei?
Certamente os interesses do Reino!
E aqui as dificuldades começam,
Porque enxergar pelo Reino é muito diferente, e mais difícil, que enxergar para si.
Afinal o que interessa ao Reino é que o Rei enxergue por si o que está além de si,
O que exige um exercício dispendioso de considerar o Reino um lugar de todos,
Mas não de si primeiramente.
Entretanto, e que enfado insistir nisto,
O que cada um mais quer é ser Rei, mas não responsabilizar-se pelo Reino.
A cada dia, com tanta frequência, cada um se faz Rei,
Que reina em seus caprichos, devaneios e egoísmo.
Mas ao redor sempre há um Reino,
Seja a própria família, o local onde trabalha, a comunidade que habita ou a infância do filho, e outros mais.
E os interesses destes Reinos o Rei não pode ignorar,
Sob pena de um dia tombar penalizado.
Finalmente é bom lembrar que não é a coroa que faz um Rei, ou uma Rainha,
Nem tão sómente seu Reino contudo,
Mas o poder que um saber de enxergar pelo Reino lhe outorga.
26.Novembro.2007
José Luiz de Carvalho
DIRETOR GERAL
Psicólogo/Psicanalista
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