Onde está servido o (meu) café?
Não (me) serviram o café?
Que horror! Que absurdo!
Vamos descobrir o(s) culpado(s)
Vamos destronar o Tzar
Mas que espanto é este?
Café não é para ser servido
Café é para ser sorvido!
Apreciado, degustado, com deleite e com prazer
Num dia de encontros, por que tantos desencontros?
Num dia de encontros, o café faz parte do encontro
Em torno de uma mesa,
Com guloseimas, tentações, acepipes, fofocas, confidências, escuta,
reticências e outros regalos mais
Mas prazer não se encontra pronto
O que está pronto são os congelados
Sem graça, sem gosto, sem gesto
Prazer tem de ser gestado, cozido, tecido, elaborado
Exige trabalho, preparação, escolha, véspera e atitude!
Mas o que parece é que esperam
Uma mesa pronta, posta, como um passe de mágica.
Ninguém quer dar um passo
É uma pena,
Mas este café pronto num dia de encontros fica repetido, requentado
Sem perfume, sem afeto, sem sedução
Um desencanto, um desencontro
E como a APAE é um lugar de encontros
É melhor uma mesa vazia que perturba, que incomoda
Do que uma máquina automática de café!
José Luiz de Carvalho
DIRETOR GERAL
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