Capítulo I: Vou comprar um revólver, mas não sei atirar.
Fevereiro de 2009
Um ladrão invadiu a casa de minha vizinha, uma mulher que mora sozinha.
Ela desesperada instalou grades nas janelas,
E no dia seguinte apareceu um gato preto morto em sua porta.
E a mulher em pânico total, quase cortou a própria aorta.
Moral da história: a mulher agora decidiu que sua casa não vai ter mais porta.
E aqui fica uma primeira questão, a grade, a cerca, o alarme não são mais suficientes,
A paranóia virou arroz com feijão,
Todo dia em nossa mesa, prato único de nossa refeição?
Um dia é o ladrão, no outro o gato morto?
Um medo constante, insidioso, amorfo, que nos atravessa,
A nos atormentar sempre, ora essa!
Por supuesto, hermosa platéia,
Há.sempre uma alcatéia a nos espreitar.
E muito além de trancas, chaves e cercas elétricas,
O inimigo é visto fora, projetado no ladrão e no gato morto.
Mas seu ninho está no que cada um guarda dentro de si,
Pois o que cada um não vê em si, vê pior no outro.
Como um segredo, um temor, que aos poucos transforma-se em tumor.
E lancetar o tumor, vazá-lo, deixar escorrer o que cheira mal,
O que nos apodrece, o que nos adoece,
Exige coragem, destemor, uma atitude.
E neste ponto a humanidade divide-se,
Entre aqueles que fazem de sua casa, e de sua vida, uma casamata,
Onde a cada dia se morre um pouco.
E aqueles que exorcisam os próprios fantasmas, que patéticos, somem no ar,
E a cada dia se vive um a mais.
Que cada um faça sua escolha,
E desista de morar numa bolha,
Inútil, patética, melancólica.
Que cada um possa encarar os labirintos de seus medos,
Elucidar o mistério de seus segredos,
Sair ao sol, descansar à sombra, fazer amor com a natureza,
E cuidar de si sem entregar a vida como resgate.
Fevereiro de 2009
Um ladrão invadiu a casa de minha vizinha, uma mulher que mora sozinha.
Ela desesperada instalou grades nas janelas,
E no dia seguinte apareceu um gato preto morto em sua porta.
E a mulher em pânico total, quase cortou a própria aorta.
Moral da história: a mulher agora decidiu que sua casa não vai ter mais porta.
E aqui fica uma primeira questão, a grade, a cerca, o alarme não são mais suficientes,
A paranóia virou arroz com feijão,
Todo dia em nossa mesa, prato único de nossa refeição?
Um dia é o ladrão, no outro o gato morto?
Um medo constante, insidioso, amorfo, que nos atravessa,
A nos atormentar sempre, ora essa!
Por supuesto, hermosa platéia,
Há.sempre uma alcatéia a nos espreitar.
E muito além de trancas, chaves e cercas elétricas,
O inimigo é visto fora, projetado no ladrão e no gato morto.
Mas seu ninho está no que cada um guarda dentro de si,
Pois o que cada um não vê em si, vê pior no outro.
Como um segredo, um temor, que aos poucos transforma-se em tumor.
E lancetar o tumor, vazá-lo, deixar escorrer o que cheira mal,
O que nos apodrece, o que nos adoece,
Exige coragem, destemor, uma atitude.
E neste ponto a humanidade divide-se,
Entre aqueles que fazem de sua casa, e de sua vida, uma casamata,
Onde a cada dia se morre um pouco.
E aqueles que exorcisam os próprios fantasmas, que patéticos, somem no ar,
E a cada dia se vive um a mais.
Que cada um faça sua escolha,
E desista de morar numa bolha,
Inútil, patética, melancólica.
Que cada um possa encarar os labirintos de seus medos,
Elucidar o mistério de seus segredos,
Sair ao sol, descansar à sombra, fazer amor com a natureza,
E cuidar de si sem entregar a vida como resgate.
José Luiz de Carvalho
Psicólogo/Psicanalista
Psicólogo/Psicanalista
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