domingo, 18 de abril de 2010

Mulheres (e homens também) à beira de um ataque de nervos

Equipes, gerências, reuniões, projetos, fim de caso, ocaso, novidades, decisão
eu morro de medo de transform(a)ção

Não, você não morre de medo,
você morre no medo
de estar são

E assim é,
como lhe parece
e o que parece, passa a ser

E o que faço?
Desfaço?
Dou um laço? Em volta de meu pescoço?

Aí está a interrogação,
sem resposta,
sem caminho,
sem uma mágica solução

Então soluço,
debruço,
no fundo de minha escuridão

Mas o outro, logo ele, me aponta
me conta,
que viver é transformar,
fazer diferente
com a mesma semente

Arriscar, riscar, ciscar

E aí, atenção
a tensão pode virar tesão.



José Luiz de Carvalho
APAE/LAVRAS
16.Maio.2000

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