domingo, 18 de abril de 2010

Dia Internacional da Mulher

Estas datas comemorativas!
Dia do índio, da criança, do deficiente, do idoso, dos excluídos........e da mulher.
Ou seja, das minorias!
O que comemoram?

Não é a supremacia do homem,
mas do poder!
E quem está despossuído de poder,
recebe homenagens.

As minorias não são numéricas,
aliás formam populaçõe bem expressivas.
As minorias são os que foram desapropriados do próprio poder.
Reduzidos, calados, confinados, submetidos.

O que fazer?
Lamentar-se? Vingar-se? Resignar-se? Abdicar dos próprios direitos?
Aculturar-se?
Inverter a tirania? Passar de oprimido a opressor?
Assim fica tudo como está,
ou o poder apenas troca de mãos.

Particularmente para a mulher aponto um ponto.
Se para o homem a masculinidade está controversa,
para a mulher a questão está em sua feminilidade.

Feminilidade como condição feminina que constitui uma mulher,
em sua singularidade,
identidade,
poder,
fertilidade,
inteligência,
sexualidade,
cultura,
sensualidade,
e uma beleza que transcende o corpo.

Esta é minha homenagem às mulheres da APAE,
não pelo seu dia,
mas por sua feminilidade,
pelo que são capazes,
por seus mistérios,
porque podem gerar vida,
o que os homens tanto invejam e temem,
e que por isto as tem capturado!

O que eu desejo é que por sua feminilidade,
cada uma se faça livre.
José Luiz de Carvalho
Março.2006

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