Esta história que a mulher faz a diferença parece clichê, frase pronta, como um rojão
Que depois do efeito inicial, passa e some no ar
Prefiro acreditar que a mulher pode fazer diferente, ou mais, pode se fazer diferente
Diferente do que lhe foi imposto, ensinado, doutrinado
Convenceram a mulher a ser dentro de um mundo patriarcal
Onde o homem, por medo, convenceu a mulher a acreditar no que ela não é
E convenceu a mulher a acreditar no que êle não tem
E assim caminha a humanidade
Onde o homem ocupa uma suposta superioridade
A mulher uma suposta fragilidade
E todos nós acabamos numa insanidade
Soltemos um “pum” portanto, que nos acorde, que nos sacode no meio de tanta letargia
Soltemos um “pum” salutar
Um “pum” que não se perca no ar
Afinal, como dizia o mestre Freud, o que deseja uma mulher?
Afinal, o que querem as mulheres?
Continuar a esperar o homem? Ficar à sombra de um homem? Odiar os homens?
Ou, desejar ser um homem?
Se a cultura diz que o homem tem o que a mulher não tem, a falta é de todos
O ser humano que é incompleto, não a mulher
Entretanto a mulher é convencida a acreditar-se mutilada, incompleta, castrada
Eterna invejosa do que o homem tem
E depositária de uma culpa pelo que não tem
Mas que ledo engano, quanta fanfarronice masculina
E quanta ingenuidade feminina
A questão não é de inveja, de superioridade ou submissão, de sexo forte e sexo frágil
Isto são estórias do tempo de vovó
O que importa agora é rasgar a fantasia de Cinderela, Branca de Neve e Bela Adormecida
O que importa agora é o desejo da mulher, não o desejo de mulher
O que a mulher não pode mais negar em si é a diferença que importa
Entre aquilo que o homem tem, e teme perder, e aquilo que cabe à mulher significar
Ou seja, o desejar e permitir ser desejada
Sem o que o homem não é nada
Mas, ferido de morte, vinga-se enclausurando a mulher no medo dele
José Luiz de Carvalho
Psicólogo/Psicanalista
Que depois do efeito inicial, passa e some no ar
Prefiro acreditar que a mulher pode fazer diferente, ou mais, pode se fazer diferente
Diferente do que lhe foi imposto, ensinado, doutrinado
Convenceram a mulher a ser dentro de um mundo patriarcal
Onde o homem, por medo, convenceu a mulher a acreditar no que ela não é
E convenceu a mulher a acreditar no que êle não tem
E assim caminha a humanidade
Onde o homem ocupa uma suposta superioridade
A mulher uma suposta fragilidade
E todos nós acabamos numa insanidade
Soltemos um “pum” portanto, que nos acorde, que nos sacode no meio de tanta letargia
Soltemos um “pum” salutar
Um “pum” que não se perca no ar
Afinal, como dizia o mestre Freud, o que deseja uma mulher?
Afinal, o que querem as mulheres?
Continuar a esperar o homem? Ficar à sombra de um homem? Odiar os homens?
Ou, desejar ser um homem?
Se a cultura diz que o homem tem o que a mulher não tem, a falta é de todos
O ser humano que é incompleto, não a mulher
Entretanto a mulher é convencida a acreditar-se mutilada, incompleta, castrada
Eterna invejosa do que o homem tem
E depositária de uma culpa pelo que não tem
Mas que ledo engano, quanta fanfarronice masculina
E quanta ingenuidade feminina
A questão não é de inveja, de superioridade ou submissão, de sexo forte e sexo frágil
Isto são estórias do tempo de vovó
O que importa agora é rasgar a fantasia de Cinderela, Branca de Neve e Bela Adormecida
O que importa agora é o desejo da mulher, não o desejo de mulher
O que a mulher não pode mais negar em si é a diferença que importa
Entre aquilo que o homem tem, e teme perder, e aquilo que cabe à mulher significar
Ou seja, o desejar e permitir ser desejada
Sem o que o homem não é nada
Mas, ferido de morte, vinga-se enclausurando a mulher no medo dele
José Luiz de Carvalho
Psicólogo/Psicanalista
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